Calcificação

        A calcificação é uma desordem indesejável, que ocorre frequentemente nos vasos do coração e na artéria carótida. Em geral, a formação de lesões vasculares calcificas envolve eventos físico-químicos e moleculares complexos.

Neste tópico vamos abordar as calcificações das artérias, mas falarei um pouco das outras calcificações

 A calcificação é o acúmulo de depósitos de cálcio em lugares como os pulmões, baço, o coração, as articulações e as artérias. Esse excesso pode fazer com que os tecidos endureçam, causando assim a calcificação. Às vezes a calcificação é difícil de ser diagnosticada, e ela é perigosa porque leva a muitos problemas de saúde bem sérios. Um exemplo se a calcificação afetar as articulações, elas podem inchar e aumentar quando o depósito de cálcio é muito grande, isso pode provocar dor e restringir o movimento.

      A calcificação (hidroxiapatite) é iniciada por lesão e é progredida por fatores promotores e / ou déficit de sinais inibitórios.
A calcificação patológica em tecidos moles (calcificação ectópica) pode ter consequências graves. A hidroxiapatita é a fase mineral comum presente em todas as calcificações teciduais.

      Em geral, o desenvolvimento de calcificações teciduais requer uma lesão pré-existente como indutor (nucleante heterogêneo), enquanto que uma progressão posterior requer a presença de outros fatores promotores (tais como hipercalcemia e / ou hiperfosfatemia) e / ou uma deficiência nos fatores repressores de calcificação (inibidores de cristalização e mecanismos de defesa celular).

 

Abordamos aqui alguns dos estudos para calcificação Vascular e calcificação Arterial, cerebral.
Calcificação ectópica
Cálculo renal > Pedras nos rins
Calcificações Cerebrais
Calcificações esplênicas
Cálculos biliares
Calcificação da Glândula Pineal

  Calcificação aórtica

 

 

O uso suplementar de Cálcio foi associado ao volume de lesão cerebral, doenças cardíacas, aneurismas (AVC) e calcificação da mama.

       A realidade é que o hábito de consumir cálcio inorgânico e elementar simplesmente não faz sentido. A idéia de tomar cálcio em forma de comprimido ou cápsulas para "manter os ossos fortes" simplesmente não faz tanto sentido dado, primeiro, que somos projetados para obter o nosso cálcio a partir de alimentos.

       Em segundo lugar, nosso osso é um tecido vivo, que requer vitamina C, aminoácidos, magnésio, sílica, vitaminas D e K, etc., e atividade física regular, tanto quanto o cálcio. Tomar cálcio com exclusão desses outros fatores críticos não faz sentido e nem faz sentido olhar a osteoporose como uma deficiência de suplemento de cálcio!

Devemos rejeitar fontes de cálcio de baixa qualidade (pedras, ossos, conchas e calcário, a favor da obtenção de cálcio a partir dos alimentos.

 

O presente estudo demonstra que o uso de suplementos dietéticos contendo Cálcio, mesmo em doses baixas, por adultos mais velhos pode estar associado a maiores volumes de lesões cerebrais.

Os pesquisadores concluíram o estudo da seguinte forma:

O uso de suplementos contendo cálcio por adultos mais velhos foi associado a maiores volumes de lesões cerebrais, mesmo depois de controlar a quantidade usual de ingestão dietética de Cálcio. Esses achados indicam que os efeitos bioquímicos adversos do uso de Cálcio podem existir em adultos mais velhos, independentemente da dose.

Um estudo importante publicado no ano passado no British Journal of Nutrition  Volume elevado de lesões cerebrais em adultos mais velhos que usam suplementos de cálcio: um estudo de observação clínica transversal, o estudo analisou a possibilidade de que, desde que os suplementos de cálcio já tenham sido associados em múltiplos estudos com patologias vasculares associadas a doenças cardiovasculares, eles podem também estar associados à ocorrência de lesões cerebrais mostradas em exames de MRI em adultos mais velhos. Estas lesões cerebrais são conhecidas por serem causadas por falta de fluxo sanguíneo (isquemia) e subsequentes danos neurológicos.

 

Qual é o mecanismo dessa associação?

      Os pesquisadores discutiram o vínculo já estabelecido entre a suplementação de cálcio e o aumento do risco isquêmico de AVC, indicando que a suplementação de cálcio pode contribuir para depósitos de cálcio no sistema vascular isto é, calcificação arterial, principalmente nos depósitos de gordura (ateromas) que contribuem para bloquear a abertura dos vasos sanguíneos.

Os pesquisadores afirmam que esse processo pode levar à falta de fluxo sanguíneo e a posterior privação de oxigênio, levando ao desenvolvimento de lesões cerebrais e isquemia. Outro mecanismo pelo qual o excesso de cálcio pode ter um efeito neurotóxico direto no cérebro é o influxo de cálcio em excesso nas células cerebrais, o que leva à morte celular. Esta possibilidade é grandemente aumentada se a barreira hematoencefálica estiver comprometida.

 

        A influência do uso suplementar de Cálcio no volume da lesão foi de uma magnitude semelhante à da influência da hipertensão, um fator de risco bem estabelecido para lesões. Os pesquisadores também destacaram a importância da descoberta de que a suplementação de cálcio pode ter um efeito deletério significativo nas lesões cerebrais já causadas pela pressão alta (hipertensão), promovendo o seu agravamento.

De acordo com o estudo, as lesões cerebrais são observadas na RM do cérebro. Essas lesões são comuns em adultos mais velhos e aumentam o risco de resultados devastadores na saúde, incluindo depressão, declínio cognitivo, demência e acidente vascular cerebral. Os estudos pós-morte determinaram que essas lesões se originam principalmente de isquemia, especialmente lesões maiores (0,3mm) e lesões encontradas em indivíduos deprimidos.

 

O estudo observacional matriculou 227 adultos de 60 anos e acima e avaliou a ingestão de cálcio e suplemento de cálcio. Os participantes com uso suplementar de cálcio acima de zero foram categorizados como usuários de suplementos. Os volumes de lesão foram avaliados com exames de ressonância magnética.

As principais descobertas foram:

Foram encontrados maiores volumes de lesões entre os usuários de suplementos de cálcio do que os não usuários

A influência dos suplementos de cálcio foi de uma magnitude semelhante à da influência da hipertensão arterial (hipertensão), "um fator de risco bem estabelecido para lesões".

O estudo descobriu que a quantidade de cálcio utilizado não estava associada ao volume da lesão e que "mesmo os suplementos de baixa dose, por adultos mais velhos podem estar associados a maiores volumes de lesões".

Mesmo depois de controlar a ingestão de cálcio a associação entre os suplementos de cálcio e os volumes de lesões manteve-se forte.

 

Então, o que fazemos em vez de tomar suplementos de cálcio?

Porque você acha que precisa de suplementos de cálcio.

Primeiro, as propagandas em rádios, TVs e revistas dizem que você precisa tomar o cálcio que eles anunciam.

Segundo, as indústrias de laticínios promovem por décadas o conceito de que precisamos de cálcio a partir do leite e seus derivados?

 

Para repor o cálcio, utilize-se de fontes de alimento.

         O cálcio, embora importante, é apenas um componente mineral singular envolvido na criação do tecido altamente complexo, que é o osso humano. A partir do osso embrionário do qual nasce a sua forma cristalizada, composta por proteínas, por outros minerais que ajudam a assegurar a estrutura apropriada do osso, a nossa saúde esquelética é tão complexa quanto nossa saúde digestiva ou neurológica; simplesmente lançar cálcio no problema não fará com que nosso osso, ou nós, ficaremos mais saudáveis.

 

       O corpo tenta desfazer-se desse cálcio inapropriado e vai despejá-lo no intestino, isso causa a constipação ou empurra-o através dos rins formando pedras. Pior ainda, níveis elevados de cálcio podem se acumular no sangue (hipercalcêmica), o que pode contribuir para desestabilizar a placa aterosclerótica através da formação de uma cápsula de cálcio quebradiça no ateroma, pode contribuir para a formação de trombose (coágulo) e hipertensão (é por isso que se usa os Bloqueadores dos canais de cálcio no tratamento da hipertenão) e pode causar espasmos daas artérias (um gatilho bastante comum, embora raramente reconhecido de "ataque cardíaco").

 

Por que nós obsessivamente consumimos cálcio de ossos, de concha de ostra e de calcário dolomítico?

       As pessoas realmente não devem ficar tão surpresas com a idéia de que a suplementação de cálcio pode ser tóxica para a saúde cardiovascular.  Isso ocorre porque sabemos que o cálcio do tipo errado e no lugar errado pode resultar em efeitos adversos graves para a saúde.

     Há, na verdade poucos profissionais do campo da nutrição (nutricionistas e nutrólogos) que avisam e até são contra a suplementação com cálcio elementar; ou seja, cálcio a partir de calcário, concha de ostra, casca de ovo e farinha de ossos (hidroxilapatita).

Há também aqueles que não precisavam ser "especialistas", para entender que é de bom senso não comer pedras ou conchas de ostras.

 

A quantidade de cálcio nas artérias coronárias prediz o risco de ataque cardíaco. 

     O cálcio se acumula de forma constante na placa e sua presença é verificável através de exame microscópico desde os primeiros estágios da formação doença.Ter um acúmulo de placas de cálcio nas artérias significa aumento do risco de ataques cardíacos e morte por doença cardíaca de acordo com as conclusões do estudo Multi-Ethnic de Aterosclerose (MESA) financiados pelo National Heart, Lung, and Blood Institute.

   Dr. James Howenstein diz "calcificação em tecidos celulares é um sinal de danos nos tecidos, envelhecimento celular e morte celular eminente.

     O escore de cálcio coronário é uma ferramenta para medir e acompanhar o risco de doença cardíaca, e é mais valioso e preciso do que outros marcadores tradicionais, tais como o colesterol total. A AHA (American Heart Association) negou durante anos que escore de cálcio é um marcador válido para o risco de doença cardíaca. Mas a AHA se retratou e, finalmente, admitiu que o escore de cálcio coronariano prediz confiavelmente o risco de ataque cardíaco.
        O cardiologista, Dr. Matt Budoff, diz que a quantidade total de cálcio coronário (escore Agatston) prevê eventos de doença coronariana além fatores de risco padrão.  Dr. Detrano, em um artigo recente no NEJM (New England of Medicine), também disse que o escore de cálcio coronário é um forte preditor de incidente de doença cardíaca coronária e fornece informações preditivas além das fornecidas por fatores de risco padrão.

      As pessoas com níveis elevados de homocisteína apresentaram mais calcificação das artérias coronárias do que as pessoas com valores mais baixos de homocisteína. A calcificação da artéria coronária é uma medida da gravidade da doença arterial coronariana.

 

Calcificação das artérias

    Calcificação dos tecidos moles (tecido conjuntivo, ligamentos, músculos, artérias) é encontrada em muitos estados de doenças, e geralmente é identificado em lâminas de patologia de tecidos.

Por que isso acontece?

Sempre que há morte celular ou necrose tissular (morte das células), o corpo estimula  e invoca um processo de calcificação, que é considerado como parte de um processo de cura. Estudos de patologia têm mostrado formas de cálcio em áreas de ruptura de uma placa.

     À medida que envelhecemos, os depósitos de cálcio tendem a se acumular em nossos tecidos moles, como as artérias. A calcificação pode levar ao desenvolvimento de isquemia do miocárdio, enfarte do miocárdio, a função miocárdica diminuída, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência das válvulas cardíacas e arritmias cardíacas.

     Ocorre que, à medida que envelhecemos, a placa de cálcio vai ampliando e obstrui o fluxo de sangue, causando um ataque cardíaco. Outro cenário comum é a ruptura da placa que expõe os detritos inflamatórios da placa para circular no sangue. Isto pode resultar em formação de coágulos ( trombose ), resultando em um ataque cardíaco e morte súbita, possivelmente.

    A Calcificação da artéria coronária é comum, é grave e está significativamente associado com doença isquêmica cardiovascular em pacientes com doença renal em pessoas idosas. A calcificação arterial é, na verdade, uma forma de formação dura na parede da artéria desencadeada por um processo inflamatório.

 

        Calcificação dos seios

       Os seios também são sensíveis à calcificação ectópica, razão pela qual usamos as mesmas raios-x para determinar a densidade óssea que fazemos para discernir micro calcificações patológicas na mama, ou seja, mamografia. Devido ao fato de que os cristais de hidroxilapatitate encontrados no tecido mamário maligno podem atuar como uma "molécula de sinalização" celular ou mitogênio (induzindo proliferação celular), é possível que certas calcificações mamárias possam ser uma causa, e não apenas um efeito, das Lesões tumorais ("câncer da mama") encontradas lá. Isso também pode ajudar a explicar por que as mulheres com maior densidade óssea (muitas vezes obtidas através de suplementos de cálcio maciços e ao longo da vida) têm uma incidência de até 300% maior de câncer de mama maligno.

 

 

       O "cascalho cerebral" também é um fenômeno cada vez mais prevalente, onde em pacientes autopsiados foi encontrado depósitos de cálcio de tamanho grandes distribuídos ao longo de seus cérebros, incluindo a glândula pineal. A ampla gama de patologias existentes associadas ao cálcio e sua crescente prevalência em pessoas fixadas em uso do cálcio exigem mais investigação e explicação.

      Um aspecto disso, sem dúvida, é a fixação obsessiva induzida por propaganda da suplementação de mega-dose de cálcio para "condições" não existentes associadas à densidade mineral óssea que é normal para a nossa idade, mas não para os nossos médicos, os "especialistas” e os vendedores de suplemento de cálcio, que, infelizmente, nos guia com informações erradas para faturar com a ignorância da população.

 

Fonte: PMID: 23857224 - Artigo Publicado 30/06/2013 Tipo de Estudo: Meta Análise

OUTROS estudos podem ser visto no PubMed, o banco de dados digital gratuito de literatura científica de texto completo em ciências biomédicas: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3738985

 

 Estudo mostraram alguns fatores de riscos para a calcificação das artérias

  • A deficiência de vitamina D apresentou associação positiva significativa com a presença de calcificação coronariana.

Pubmed 27315115 Publicado 16/06/2016   Estudo Humano

  • Evidências mostram que a deficiência de Vit. K pode contribuir para o desenvolvimento de placa cardiovascular (aumento da espessura da camada íntima) e a suplementação pode reverter ou prevenir o processo de calcificação.

Pubmed 17138823  Publicado 01 /04/ 2007    Estudo Animal

  • Os depósitos de carbonato de cálcio foram encontrados nas paredes das principais artérias na aterosclerose. 

Pubmed  6639399 Publicado 101/1983   Estudo Animal

  • Efeito da fluoração da água sobre o desenvolvimento de calcificação vascular medial em ratos urêmicos.

Pubmed  24561004 Publicado05/04/2014   Estudo Animal

  •  Pacientes com maior perda de dentes têm maior prevalência de calcificação da artéria carótida.

Pubmed  27566532 Publicado 26 /06 / 2016   Estudo Humano

  •  Os suplementos de carbonato de cálcio estão associados à calcificação aórtica em pacientes em hemodiálise.

Pubmed 19016145  Publicado 01 /06/ 2008    Estudo Humano

  • Altos níveis de consumo de bebidas adoçadas com açúcar estão associados a uma maior prevalência e grau de cálcio da artéria coronária

Pubmed  27297845 Publicado  30 /06 / 2016   Estudo Humano

  • A terapia com estatinas foi associada a maior progressão da calcificação das artérias coronárias.

Pubmed 28036114 Publicado: 29 /12/ 2016   Estudo Humano

  • O uso de estatinas está associado a um aumento da prevalência e extensão das placas coronárias que possuem cálcio.

Pubmed 22981406 Publicado 23 /08/ 2012   Estudo Humano

  • O uso mais freqüente de estatinas está associado à calcificação acelerada das artérias coronárias  em uma subpopulação, a calcificação aórtica, em pacientes com DM2 com aterosclerose avançada.

Pubmed  22875226 Publicado 07 /08/ 2012  Estudo Humano

  • A progressão da calcificação das artérias coronárias em pacientes em pré-diálise é paralela à quantidade de carbonato de cálcio que consomem.

Pubmed  17805238 Publicado 01 /12/ 2007   Estudo Humano

  • Existe uma associação de captação de fluoreto vascular com calcificação vascular e doença arterial coronariana.

Pubmed  21946616 Publicado 01 /01/ 2012   Estudo Humano

  • O uso de varfarina aumenta o risco de calcificação valvular.

Pubmed  19793187 Publicado 01 /12/ 2009   Estudo Humano

  • A rigidez arterial e a calcificação vascular na doença renal em estágio final são adversamente afetadas pela dose de carbonato de cálcio ingerida.

Pubmed  10862640  Publicado 01 / 07/ 2000   Estudo Humano

  • A aterosclerose calcificada está diretamente implicada nas patogêneses da aorta abdominal e das artérias ilíacas.

Pubmed  18515037 Publicado 01 /07/ 2008   Estudo Humano

  • Independente de seus efeitos regressivos na placa, as estatinas promovem a calcificação do ateroma coronariano.

Pubmed 25835438 Publicado Abr 06, 2015   Estudo Humano

 

Obs: há outros trabalhos como estes acima relacionados mostrando outras fitossubstâncias que ajudam na prevenção e na diminuição da da calcificação arterial, mas estão disponíveis apenas para os alunos do curso de fitoterapia colaboradores financeiros do site tiaxica.com

Ao clicar nos números grifados você será direcionado ao resumo da publicação científica.

 

 

 

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