Descascar pra quê?

   O hábito de aproveitar só a polpa da fruta e jogar fora a casca, é um desperdicio. Já se sabe que nas cascas das frutas encontramos diversos minerais como cálcio, ferro, cobre, magnésio, potássio e zinco. Estudos mostram que a concentração desses nutrientes em algumas frutas é maior na casca do que na polpa.

  A casca da goiaba, por exemplo, possui três vezes mais proteínas e 40% mais fibras do que a polpa. É o que mostra uma pesquisa feita pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) em parceria com o SESI, então, descascar pra quê?

  Os fitonutrientes estão em alta concentração nas cascas do mamão e da banana, por exemplo, que não podem ser consumidos crus. Mas podem ser úteis em preparações doces e fazer farinhas para enriquecer receitas. E receitas criativas é o que não falta para aproveitar cãs moídas ricas nas substâncias presentes na casca.

   Uma boa higiene antes de ingerir as frutas com casca é essencial. E não basta coloca-las apenas na água corrente. Para eliminar larvas, insetos e bactérias, coloque os alimentos de molho, por 5 minutos, em uma solução com 6 colheres de sopa de vinagre para cada litro de água. Deixe mergulhada em água de bicarbonato de sódio por 3 minutos. Depois, lave em água corrente, passando uma escovinha ou buchinha pela casca e enxague. 

 

Para quem quer aumentar o consumo diário de fibras, as cascas das frutas são ótimas aliadas e, em forma de farinhas, tornam-se muito práticas e versáteis.

 

A casca da romã,por exemplo, tem alto poder antioxidante, o que combateria doenças degenerativas.

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, demonstrou que a casca da romã pode prevenir o surgimento do mal de Alzheimer.

 "Isso se deve ao fato de que a quantidade de antioxidante presente na romã é elevada", comenta a autora do trabalho, a pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição. Zilmar de Barros, outro pesquisador da casca da romã, constatou seu benefício na proteção a doenças degenerativas em 2011, quando defendeu sua dissertação de mestrado também na Esalq. Para ele, não só a romã como outras frutas, especialmente as brasileiras, não recebem a devida atenção quando o assunto é saúde. Segundo o pesquisador, a romã tem efeito anti-inflamatório e possui elevada quantidade de antioxidante, especialmente na casca. O preparado desenvolvido por esse pesquisador, feito à base de um grama de casca de romã desidratada, quando adicionado aos sucos, aumenta em praticamente 30 vezes a capacidade antioxidante do suco ao qual é acrescentado.

 

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