É bom saber.......

 

 

 

 

 

Por que alguns produtos naturais são caros?
    Devido à falta de informação, o consumidor pode gastar muito mais por alguns produtos. A ganância de alguns sistemas de venda também os encarecem. Outros, porém, devem o alto preço à escassez de matéria-prima ou à complexidade em sua elaboração.
      Às vezes, o fato da substância sair do prato, da xícara ou do copo e ir parar dentro de uma cápsula gera preços exorbitantes. Muitos alardeiam tanto os benefícios de algumas substâncias que seu preço passa a ser praticado de forma desonesta e exagerada.
     Veja este exemplo. Em estudos recentes, descobriu-se que o óleo de girassol forma um filme protetor sobre a pele e, por isso, pode ajudar na prevenção e no tratamento de escaras (ulcerações que acometem pessoas que ficam muito tempo em um leito).
    Existem produtos com esse óleo, aos quais foram acrescentadas alguns elementos apenas para justificar seu preço, que chega a R$60,00, enquanto que o simples e bom óleo de girassol, que custa R$4,00 o litro, é o que faz o efeito.

 

Poções mágicas
As poções encontradas em lojas de produtos naturais, telemarketing, farmácias, supermercados e serviços de reembolso realmente surtem efeito? Suas promessas são extravagantes e parecem curar tudo?
     Sempre nos deparamos com uma variedade de informações, muitas vezes, contraditórias, bem como com fórmulas milagrosas para isto e aquilo. Remédios são vendidos nas propagandas para livrar os doentes de vários incômodos. Até colchão virou remédio. “Durma no colchão X e você vai sarar sua dor de coluna”. O uso de compostos naturais virou uma panacéia global. A oferta se expandiu, incorporando ervas, enzimas, aminoácidos, etc. Mas, em vez de produtos para complementar à alimentação, passaram a prometer a prevenção e a cura de doenças, como se fossem remédios de verdade.

 

     Os efeitos adversos decorrentes da utilização desregulada de produtos naturais, bem como sua interação com outras drogas, ocorrem comumente, o que torna essa situação preocupante. São excessivas as propriedades alardeadas de alguns remédios naturais, assim como algumas “misturebas” que contêm até 40, 50 ervas.
   As misturas de plantas no chá ou num produto devem se restringir a um número reduzido de espécies de indicações e uso semelhantes ou com propriedades sinérgicas. Deve-se evitar uso de composições que contenham muitas plantas, isso em virtude das interações entre seus constituintes químicos.

 

Venda Livre
     Uma vez que as plantas medicinais são classificadas como produtos naturais, a lei permite que sejam comercializadas livremente, persistindo muitos erros, como: falta de registro; medicamentos apenas com protocolos ou com citação de artigos de leis federais que não estão mais em vigor; falta de qualidade; venda de espécies cujos efeitos foram negativos em estudos científicos; oferta de “compostos” com muitos elementos; medicamentos “camuflados” como alimentos; produtos citados como “isentos de registro”; produtos mal acondicionados, etc. São muitas irregularidades.           
    Diante dessa situação, é necessário fiscalização e campanhas com publicações de informativos sobre as normas dos chás e fitoterápicos, pois a população informada vai fiscalizar.

 

Qualidade
     A qualidade deve ser uma preocupação constante dos consumidores, das empresas que comercializam e dos produtores que produzem erva medicinal, condimentares, plantas alimentícias e produtos naturais em geral, selecionando apenas produtos que obedecem aos critérios e normas de boas práticas de plantio ou de fabricação sendo sempre sujeitos á controle de qualidade.
    O consumidor precisa estabelecer critérios ao comprar ervas, o correto é certificar se que a empresa faz controle de qualidade da matéria-prima. É indispensável um rigoroso controle da origem de plantas medicinais utilizadas.
Geralmente não se sabe de onde vem as ervas que está no mercado, á única garantia possível de qualidade será com a identificação da espécie vegetal e da sua origem. 

 

    Devido ao “desconhecimento” das condições corretas de conservação, armazenamento e transporte dos insumos de origem vegetal, as ervas medicinais também apresentam elevado risco de contaminação microbiológica.
Em analises realizadas em alguns revendedores foi encontrado fungos, insetos, terra e pedras, etc, as bactérias mais encontradas foram: Staphylococcus aureus, Salmonella spp, Escherichia coli e outras enterobactérias. Um dos grandes problemas no mercado de produtos naturais e fitoterápicos no Brasil está relacionado ao controle de qualidade.
    Fraudes e adulterações são muito comuns e ocorrem por diversos fatores tais como a falta de conhecimento dos produtores e distribuidores e a fiscalização ineficiente.
   O consumidor brasileiro deve tomar cuidado e tentar comprar fitoterápicos apenas de produtores confiáveis. Mesmo assim, há risco.

 

Nessa foto podemos ver a falta de qualidade, a direita temos o guaraná em pó preparado da forma correta, na foto a direita

temos o guaraná que é vendido no comércio e foi preparado sem observar as normas de qualidade. É visível a diferença. Esse da direita foi moido com grão mofado, carunchado e com sujeiras.

Gato por lebre
    O consumidor exigente e informado sabe que para funcionar, no entanto, é preciso haver na fórmula uma concentração mínima de substâncias ativas e os produtos precisam ser realmente eficazes. Estão cansados de pagar caro por produtos rotulados como naturais, mas que, na verdade, contém poucos componentes realmente naturais, ou quando os tem, as concentrações são muito baixas.
     Na escolha de produtos naturais, de um chá ou fitoterápico é importante alguns cuidados. É necessário aprender a identificar uma planta medicinal, pois nem sempre é possível contar com a ajuda de uma pessoa mais experiente. O mercado de fitoterápicos brasileiro é enganoso, a começar pelos extratores, e revendedores a maioria não são confiáveis. Muitas pessoas que vendem plantas medicinais não as - conhecem e, às vezes, por engano ou má fé, vendem a planta errada. Os nomes das plantas mudam de região para região, de local para local por,  exemplo: o que algumas pessoas de outros estados do Brasil chamam de erva cidreira é o capim santo em outros. Uma mesma planta pode ter vários nomes populares, por isso muito cuidado e nunca use uma planta orientando-se unicamente pelo nome popular.

 

Aonde esta o controle?
    A Anvisa diz que as fórmulas comercializadas estão sob controle. A maioria dos produtos infantis produzidos no Brasil não atende nem aos princípios básicos e são preparados com substâncias proibidas em alguns países. O uso do (IPBC) iodopropinil butilcarbamato foi taxativamente proibido em produto infantil na faixa etária abaixo de 3 anos de idade, mas consta na fórmula do produto mais indicado no Brasil pelos pediatras para assadura de bebê. A empresa conta com a facilidade da ANVISA e com a ignorância dos Pediatras que indicam e das mães que cegamente usam. 

 

   Conhecer os riscos e benefícios de cada procedimento e abordagem terapêutica (mesmo as indicadas por médicos) e de cada componente de um produto, seja ele cosmético, medicamento ou alimentos evita expor a saúde a reações desagradáveis.
   Diante do uso indiscriminado de procedimentos terapêuticos, substâncias sintéticas, tornam-se necessários estudos mais sérios, mais informação, visando esclarecer a população quanto aos riscos e benefícios oferecidos pelos procedimentos e por esses componentes.

 

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