Câncer

Ervas medicinais podem ajudar no tratamento e prevenção.
 
           Não basta vencer temporariamente o câncer. A proposta é mostrar que lutar contra o câncer significa não apenas vencer os tumores que se desenvolvera, mas também fazer tudo para que esses tumores não reapareçam. Por conta disso é importante saber, para além dos métodos habituais, tudo que possa ajudar o nosso corpo a se defender.  
  Todos os dias são divulgados novos artigos e matérias abordando hábitos que ajudam a combater ou que podem provocar a doença. E diante de tanta informação, muitas conflitantes, as pessoas ficam sem saber o que realmente funciona e como podemos implementar uma alimentação realmente eficaz que previna e ajude a combater o câncer. Artigos e pesquisas sobre o assunto estão em evidência, principalmente no que diz respeito à alimentação.

 

A resposta é simples: não há alternativa senão firmar um compromisso inabalável com a melhor, mais econômica e, ao mesmo tempo, mais eficaz forma de luta contra o câncer: a prevenção. Evitar que o câncer se desenvolva continua sendo, logicamente, a estratégia mais aceitável e realista para tentar erradicar essa doença.        
 
   Apesar de ter sido esquecido por décadas, volumes de evidências científicas provam que a alimentação desempenha um papel de liderança no desenvolvimento do câncer.  Só nos últimos anos os médicos tradicionais e grupos de saúde começaram a reconhecer a importância de nossas escolhas de estilo de vida quando se trata de prevenir e reverter o câncer.  
O relatório da OMS recomenda uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais como uma poderosa forma de ajudar a evitar a doença.   
    Para responder essas e outras dúvidas coletei um resumo dos dados científicos atualmente disponíveis, que mostram que vários tipos de câncer podem ser prevenidos, modificando os nossos hábitos alimentares, incluindo alimentos e ervas que têm o poder de combater os tumores em sua origem e impedir o seu desenvolvimento.    
 
 Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, aproximadamente um terço de todos os cânceres estão associados à alimentação e, recentemente, o especialista inglês Richard Doll elevou para 60% esses valores. A alimentação é considerada a principal arma contra o câncer e o que comemos pode interferir nesse processo nos vários estágios, da concepção ao crescimento e disseminação. Os componentes dos alimentos podem ativar o sistema de defesa e ajudar a prolongar a vida, mesmo após o ataque do câncer.  

   Mas enquanto a fundamentação anda a passos lentos, podemos fazer uso das várias plantas medicinais, condimentares e alimentares estudadas por sua ação quimiopreventiva.

   Dentre as principais estratégias preventivas, destaca-se a quimioprevenção, que surge como uma opção terapêutica, podendo prevenir, interromper ou reverter a gênese do câncer.

 

É possível prevenir a doença?
 
Quais alimentos podem ajudar a retardar o seu desenvolvimento?
 
Existe uma alimentação preventiva?
 
Há dados científicos sobre as ervas e os alimentos que são de grande importância na hora de formular um programa anticâncer?
 
O que podemos fazer?

 

    A quimioprevenção, por meio das ervas medicinais, condimentares e dos alimentos funcionais, emerge como um promissor instrumento no controle dos cânceres, com prováveis mecanismos de ação anticarcinogênico, antioxidante, anti-inflamatório,anti-hormonal, antiangiogênico, dentre outros, embora as evidências científicas sejam controversas, e fracamente sustentadas por estudos epidemiológicos.

 

Quimioprevenção.
 
Há um interesse considerável na identificação de agentes naturais com essas propriedades e que possa, ser eficazes no controle do câncer. Por conta disso, a  busca por novos agentes para o arsenal de quimioprevenção do câncer é contínua. O que serviu de parâmetro para a maioria dos estudos foram as evidências encontradas nas populações que têm o hábito de consumir algumas das plantas estudadas apresentar menor índice de alguns tipos de câncer.
 
A curcumina tem o maior volume de evidências na bibliografia que reforçam seu uso como anticancer. Estudos, em laboratório e em animais, já demonstraram que a curcumina melhora a capacidade da quimioterapia em destruir as células do câncer. Também tem uma margem excepcional de segurança, pelo menos uma ordem de magnitude maior do que os agentes de quimioterapia convencionais utilizados.

  Assim a cúrcuma-longa, pelo menos, deve ser considerada como uma planta ideal para utilização como adjuvante no tratamento do câncer. Tem sido repetidamente demonstrado que ela possui ambas as propriedades quimioprotetora /sensibilizadora, o que significa que é capaz de reduzir os efeitos negativos sobre células saudáveis causados
pela quimioterapia e radioterapia, bem como melhorar as propriedades anticâncer das terapias convencionais. Os pesquisadores observaram também que nos países que mais consomem a cúrcuma-longa a incidência de câncer de esôfago é pequena.

 

Efeitos do gengibre em pacientes tratados com quimioterapia.

   O gengibre também parece aliviar as náuseas provocadas pela quimioterapia, embora seja melhor ingeri-lo às refeições para minimizar a irritação gástrica. O extrato de gengibre pode vir a ser mais eficaz na luta contra o câncer da mama do que qualquer droga atualmente no mercado - assim sugerem os resultados de um novo estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Ciências Biológicas, da Faculdade de Ciências da Universidade Rei Abdulaziz, na Arábia Saudita, e publicado no Jornal de Biomedicina e Biotecnologia.

 

A calêndula também ajuda no tratamento do câncer.

    A calêndula é eficaz e superior à trolamina droga usada no tratamento de irradiação para dermatite induzida por câncer da mama.  Com objetivo de comparar a eficácia da calêndula, entre julho de 1999 e junho de 2001, 254 pacientes que haviam sido operadas de câncer da mama e estavam para receber radioterapia pós-operatória, foram alocados aleatoriamente para aplicação de qualquer trolamina (128 pacientes) ou calêndula (126 pacientes) sobre a área irradiada após cada sessão. A calêndula é altamente eficaz para a prevenção de dermatite aguda de grau 2 ou superior e deve ser proposta para pacientes submetidas a irradiação pós-operatória de câncer da mama. Além disso, as pacientes que receberam calêndula tiveram menos interrupção da radioterapia e reduziu significativamente a dor induzida pela radiação.

 

Como diminuir os efeitos secundários dos tratamentos oncológicos?

   Uma alimentação e nutrição adequadas desempenham um papel fundamental na prevenção e no tratamento de alguns tipos de doenças. Mas a alimentação também pode ajudar na superação dos efeitos secundários de quem está em tratamentos oncológicos, como a quimioterapia.

Estima-se que os maus hábitos alimentares estejam na base de cerca de 20% das causas de desenvolvimento de câncer. Estudos demonstram que o consumo excessivo de carne vermelha, carnes processadas, gordura e sal, aumentam o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Segundo a American Cancer Society, uma dieta não ajustada e o sedentarismo são dois fatores chave para o aumento do risco deste tipo de doenças. Por outro lado, uma alimentação equilibrada, completa e variada, parece constituir um fator protetor.
Durante os períodos de tratamento oncológico, uma alimentação adequada pode melhorar a sensação de bem-estar, ajudar a manter a força e a energia, controlar o peso e as suas reservas de nutrientes, bem como contribuir para uma maior tolerância aos efeitos dos tratamentos e diminuir o risco de infecções.

Os efeitos secundários dos tratamentos, particularmente da quimioterapia, podem afetar a ingestão alimentar. Os efeitos adversos mais comuns, com um impacto negativo no estado nutricional incluem: falta de apetite, alterações do olfato e paladar, náuseas e vômitos, feridas na boca, obstipação ou diarreia, entre outros.

 

A intervenção nutricional nestes doentes tem um papel fundamental na prevenção e reversão da desnutrição.

Embora esta intervenção deva ser sempre individualizada, seguem algumas estratégias chave para alguns dos efeitos adversos mais comuns, caso-a-caso.
- Prefira os alimentos frescos ou à temperatura ambiente;
 Evite alimentos condimentados e com molhos;
- Evite alimentos fritos, ricos em gordura, muito doces e salgados;
- Ingira chás antinauseantes durante o dia em pequenas quantidades e intervalos regulares.
- Ingira cerca de 8 a 10 copos (1,5L a 2L) por dia de água;
- Prefira cereais integrais em vez dos refinados;
- Consuma cerca de 3 a 5 porções de fruta por dia. Opte por frutas ricas em fibra, como kiwi, manga, papaia, ananás, ameixa e laranja;
- Inclua sempre à refeição vegetais ou legumes sob a forma de sopas, saladas cruas e/ou legumes cozi como acompanhamento no prato;
- Experimente a ingestão de sementes linhaça, gergelim, chia. Pode adicionar uma a duas colheres de sopa de sementes, por exemplo, a saladas, iogurtes, sopas;

 

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