Como salvar a saúde pública no Brasil.

    Apenas contratar médico e construir hospitais ou (UPAs) unidade de pronto atendimento, não soluciona os problemas da saúde pública no Brasil. O modelo de medicina também é responsável pelo caos da saúde.

O Brasil precisa de uma reformulação na saúde.

   É importante privilegiar as abordagens preventivas e os recursos que realmente são eficazes, que reduzirá sensivelmente os custos do sistema e vai diminuir a dependência das empresas farmacêuticas e da medicina tecnológica.

   O modelo atual de medicina está cada vez mais caro, sofisticado e elitizado, que atende aos interesses mercantilistas, sem sanar grande parte dos males que nos afligem, a não ser paliativamente.    

   Infelizmente, vemos que os candidatos a cargos públicos sempre batem na RETRÓGRADA e MALFADADA ideia de construir hospitais, UPAs e contratar mais médicos.

    

 

Fitoterapia no SUS urgente!

 

Este polivalente recurso terapêutico vai:

  • salvar a saúde pública do Brasil da falência,
  • acabar com a indústria da doença,
  • diminuir gastos,
  • debelar doenças chamadas de incuráveis,
  • prevenir a iatrogênia,
  • reduzir internações hospitalares,
  • diminuir mortes prematuras,
  • evitar cirurgias desnecessárias,
  • prevenir e evitar mutilações de órgãos e membros,
  • acabar com a mascaração de sintomas
  • diminuir as filas de esperas.

 

Utopia!

Não. Basta reconhecer o valor desse polivalente recurso terapêutico, a Fitoterapia que é capaz de solucionar um tumor que 16 cirurgias não foi capaz de resolver. A pessoa estava com sua décima sétima cirurgia marcada, façam as contas quanto custou essas 16 cirurgias e tantos outros casos, que se forem citados, preencherá milhares de folhas de papel.

Precisamos de recursos mais baratos, mais simples e eficazes, como a Fitoterapia e outros recursos naturais, que não onerem a economia do cidadão ou do próprio governo.

 

Ideia retrógrada

     Imagine uma potência mundial como a Alemanha, país onde originou as empresas de farmacêuticas mais conceituadas do mundo, país que possui uma das políticas mais avançadas no mundo no uso sustentável do meio ambiente. Este país apresenta um índice de prescrições médicas próximo aos 80% de receitas de fitoterápicos. Será que lá médicos e pesquisadores estão equivocados.



 

É preciso implantar efetivamente a Fitoterapia no atendimento à saúde urgente!

Fitoterapia é o tratamento com ervas medicinais.

     A Fitoterapia é uma saída para reduzir os gastos no sistema público de saúde. A solução é incluí-la no serviço público. Esse recurso pode, dentre tantos benefícios à saúde, contribuir para evitar a falência dos cofres públicos, por conta dos gastos com doenças.

    A Fitoterapia foi reconhecida oficialmente como de “interesse popular e institucional” pela Portaria 971, do Ministério da Saúde, mas ainda há pendências nas diretrizes desse ministério. Faltam esforços políticos para implantar aspectos práticos dessa portaria.

 

  Como vários estudos têm afirmado, a Fitoterapia é um recurso que desempenha um papel importante, tanto para curar, bem como para a prevenção de uma ampla gama de doenças.  Até a OMS Organização Mundial da Saúde também reconheceu a importância desse recurso terapêutico e vem estimulando seu uso e a sua divulgação.

 

     São gastos mais de R$ 10 bilhões em medicamentos por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Outros bilhões também são gastos com as internações hospitalares e com cirurgias desnecessárias que poderiam ser reduzidas se optássemos pela Fitoterapia, que, em vez de mascarar o sintoma, cura. 

     Se o serviço público de saúde incluir a Fitoterapia, teremos grande economia em termos financeiros. A Fitoterapia, sem sombra de dúvida, contribuirá para diminuir esses gastos e é o recurso terapêutico que mais pode contribuir para a prevenção. Além de evitar tantos procedimentos médicos desnecessários, evitaremos o sofrimento humano. É possível também reduzir e mesmo eliminar algumas das consequências severas dos remédios, o custo e até o tempo de internamento.

 

Por conta da ineficiencia dos serviços de saúde, o Brasil gasta e perde muitos bilhões com a manutenção da dor e do sofrimento.

     É grande a quantidade de tempo e recursos gastos com os pacientes que são vitimas de um sistema de saúde que oferece quase sempre tratamentos paliativos e por conta disso, perpetua a doença e a dor.

   A demanda em hospitais e clínicas ocasionam um aumento no custo de despesas nos cuidados com a saúde. O custo de tal demanda é um ônus a mais para os cofres públicos e privados, pois o governo, as indústrias e a sociedade arcam com essas despesas.

   Sabe-se que algumas doenças e alguns doentes é a origem de milhões de consultas médicas, exames laboratorias e cirurgias (na maioria desnecessários) e  também impõem às empresas milhões de dias de trabalho perdidos anualmente.

   Façam as contas dos custos que uma pessoa que  submete a 16 cirurgias dá ao seu plano de saúde ou ao SUS e a empresa onde ela trabalha ( por conta dos dias não trabalhados) porque teve que ficar afastada para se recuperar dos procedimentos (cirurgias, às vezes, ineficazes) que submeteu.

Os prejuízos econômicos chegam à cifras bilionárias anuais ao país.

Com esse sistema, os cofres públicos é onerado duas vezes.

   Uma para pagar os tratamentos ineficazes que foram feitos e a outra é para pagar os dias afastados ou a aposentadoria precose por invalidez temporaria ou permanente, bem como para pagar as próteses dos mutilados que o próprio sistema (a medicina) fez.

Suga-se os cofres do SUS e do INSS.

    Gasta-se para manter as pessoas afastadas do trabalho e com os tratamentos. Dá para imaginar quanto o INSS gasta com os afastamentos dos trabalhadores por conta das doenças que o sistema ainda não consegue resolver. Tudo isso ocorre poque “Fecham os olhos” a uma série de evidências que deveriam conduzir a sua atuação para um recurso terapêutico mais eficiente e seguro.

   Enquanto dormem em berços esplendidos, no pais do faz de conta, grandes ideias ficam engavetada. Pois negligenciam ou ignoram soluções que aliviaria ou solucionariam o sofrimento de milhões de pessoas que ainda hoje, continuam morrendo ou sendo mutiladas por conta de intervenções e procedimentos ineficazes.

 

 

 

“Na Europa, um stent para o coração é comercializado a 300 euros, mais ou menos. Já no Brasil, o valor praticado é no mínimo R$ 8 mil, e pode chegar a até R$ 13 mil, R$ 14 mil”, afirma o procurador da República de Urbelândia Cléber Eustáquio Neves.

 

   Todos os dias somos confrontados com doentes que NÃO foram tratados eficazmente com os tratamentos convencionais.

 

      A ameaça da falência do sistema de saúde pode ser superada usando-se a Fitoterapia, um conhecimento já existente. As soluções são efetivas – e apresentam uma ótima relação custo benefício. Num momento da vida nacional em que se verifica a ineficiência do sistema de saúde e sua incapacidade de atender adequadamente aos cidadãos, a Fitoterapia prestará um inestimável serviço a Saúde Pública.

    Ela não só evitará que bilhões de reais não sejam gastos como dezenas de milhões de mortes prematuras sejam evitadas. Já está na hora de realizar debates sobre a Fitoterapia frente à conjuntura crítica da saúde no Brasil.

 

 

A Fitoterapia é super eficaz

   Sim, tão eficaz quanto os remédios alopáticos e às vezes até mais. Ela tem surpreendido, pois apresenta resultados para enfermidades pelas quais não há mais nada a fazer. Pelo fato de curar doenças que a medicina e a medicação moderna infelizmente ainda não conseguem, ela pode e deve ser utilizada, junto à terapêutica convencional ou quando não se obtêm desta os resultados esperados.  

   A Fitoterapia tem sido eficiente em debelar, entre outros, problemas ainda considerados incuráveis.  O mais importante é que ela surpreende com resultados, mesmo quando outros recursos já se esgotaram.

 

"Não adianta vento a favor se o barco está sem rumo ou com casco furado" ditado de um pescador

    Não adianta só apagar incêndios, é preciso atacar a causa também, a ignorância. São bilhões de reais em recursos para conter doenças e atender demandas estratosféricas de doentes, tudo porque não ensinamos nossa gente a se cuidar.

   Com pessoas conscientes sobre sua saúde, teríamos menos doentes. Já diminuiríamos grande parcela de pessoas que ficam desnecessariamente doentes, ou melhor, doentes por não saber que corriam esse risco, por não ter esse conhecimento o qual não lhe foi oferecido pelo sistema de saúde que se atém apenas à doença.

 

   Enquanto negligenciam a Fitoterapia, milhões de pessoas ainda hoje continuam morrendo ou sendo mutiladas por conta de intervenções e procedimentos ineficazes "aprovados pela ciência".

A vesícula está com cálculos? Extirpe-a.

A perna está com trombose? Ampute-a.

O pé tem uma ferida crônica. Ampute–o.

E assim vai.

 

O caso da Dona Irene mostra o potencial da Fitoterapia

Graças à fitoterapia, dona Irene, de 66 anos, não entrou para o rol das centenas de pessoas amputadas (mutiladas).

   Ela é uma das pessoas que sofrem de feridas crônicas, assim como uma das muitas que, como seu caso, levaria à amputação do pé. Essa ferida submeteu a dona Irene a 24 horas de dor continua e lancinante durante um ano e oito meses. Além do atendimento feito pelo SUS, ela teve um gasto particular de oito mil reais.

    Além do grande sofrimento e incapacitação funcional, esse tipo de ulceração prejudica a qualidade de vida da pessoa acometida por ela. Essas feridas representam grande problema de saúde pública devido ao impacto socioeconômico que contribui para onerar os cofres públicos, com tratamento ambulatorial prolongado, pagamento de benefícios por afastamento de longo período de tempo e, muitas vezes, até aposentadoria precoce. Apesar dos avanços, a medicina ainda não conseguiu um tratamento eficaz para as feridas, especialmente as crônicas. Nem os mais evoluídos centros de medicina do mundo contam com recursos e meios para solucionar essas feridas.

 

    Veja em ulcera-varicosa as fotos do pé da dona Irene e da perna da dona Lucia. Com ajuda da Fitoterapia, evitaram a amputação.

Até quando vão ignorar os resultados e as evidências de eficácia desse polivalente e grandioso recurso terapêutico?

 

    Esse recurso não vai substituir os recursos médicos e alopáticos, mas deve ser somado a eles, para curar as enfermidades que eles não conseguiram curar. Faça-os, quando for o caso, conjuntamente, um auxiliando ao outro. Além disso, iremos reduzir as doenças causadas por uso de remédios alopáticos. 

 

    Eu morei em uma região longínqua (nessa região em época de chuvarada ficávamos ilhados por um rio no qual a balsa não navegava). O hospital ficava distante a 139 quilômetros.  Diante da necessidade, buscávamos na natureza o remédio para auxiliar nos problemas de saúde. Na época usávamos as plantas medicinais como uma alternativa para atender a carência que tínhamos por conta da falta de atendimento médico.

    Minha mãe, por meio das mãos de parteiras, teve treze filhos que, graças às plantas sobreviveram ao sarampo que matava muitas crianças. Com ajuda das ervas sobrevivemos a muitas doenças que naquela época, ceifavam vidas. Esses treze filhos vivem até hoje. O caçula está prestes a completar 40 anos.

 

 

 

     Imagine-se nos corredores de um hospital, submetido à autoridade dos médicos e sem outra opção a não ser esperar e esperar. Até onde devemos nos submeter a um tratamento médico quando este não promove a cura para uma doença?

 

     Não quero com essas colocações negar o valor da medicina e nem tão pouco descartar o saber instituído, quero que reconheçam que há outro saber que tem ajudado a humanidade a encontrar a solução para aliviar os seus sofrimentos e tem promovido resultados, mesmo onde outros recursos falharam. 

 

     É importante saber que a solução para muitas doenças que nos acometem hoje, ainda está longe de ser alcançada. A medicina evoluiu muito, mas não consegue ainda resolver muitas doenças.

   E mesmo porque nem os mais avançados centros de medicina do mundo, apesar de tanta evolução nos seus tratamentos contam com recursos para cura algumas doenças e oferecem apenas tratamentos paliativos. E nem mesmo as fantásticas células tronco vai curar algumas doenças.

Ao longo de muitos anos as ervas medicinais foram deixadas de lado não em razão de não ser eficaz, mas por não se ajustarem ao sistema de saúde tradicional. 

 

 

Sabiam que todos os dias muitas dezenas de pessoas sofrem amputação de dedos, pés e pernas e segundo estatísticas até 2020, mais de 5 milhões de pés e pernas serão amputados no Brasil.
        
Se não ignorassem a Fitoterapia que promove resultados quando não há mais nada a fazer, essas mutilações poderiam ser evitadas. 
 

Veja nesse link as pernas e pés que a Fitoterapia já evitou a amputação

www.tiaxica.com/ulcera-varicosa

 

 

O melhor é investir na reeducação para a saúde.

É importante que cada um de nós se torne responsável pela própria saúde, o que só acontecerá se formos educados para isso.

    Vamos fazer uma comparação: quando adquirimos um eletrodoméstico, recebemos junto com ele o manual que nos ensina a utilizá-lo; no entanto, recebemos a máquina mais complexa, nosso “organismo”, sem manual. Por falta de conhecimento, as próprias pessoas promovem danos a sua saúde. Temos que conhecer essa maravilhosa máquina e contar com a assessoria de bons profissionais, pois, apesar da evolução da medicina, peças dessa grandiosa máquina (organismo) dificilmente podem ser trocadas.

 

 Precisamos evitar a dependência exclusiva do atendimento médico.

    É importante que cada família disponha de recursos e conhecimentos próprios para atender necessidades básicas de saúde, aprendendo a identificar casos graves e saber se deve recorrer ao agente local de saúde ou procurar um hospital.

    Todos, portanto, devem se conscientizar da necessidade de adotar medidas preventivas de saúde, para evitar a necessidade de intervenções curativas posteriores. Quanto mais pessoas souberem cuidar de si mesmas, melhor.  Todas as pessoas devem conhecer os meios para a manutenção da saúde e ser capazes de aplicá-los para a solução dos problemas.

 

    Temos muito a agradecer à medicina convencional em virtude dos avanços quase milagrosos e temos colhido grandes benefícios desses progressos, dessa medicina convencional, mas ela não tem sido capaz de controlar a evolução ou o avanço de muitas doenças e na maioria dos casos, só oferece abordagens paliativas.

 

"Saúde, um direito de todos". 

Tal afirmação positiva é uma grande falácia.

    A saúde, ao ser tratada como um direito a ser suprido pelo estado, tem como único resultado um serviço pífio, quando não a escassez completa. 

    O SUS, nosso sistema único ou universal de saúde — na verdade um simulacro de sistema de saúde. O SUS vai se mantendo "aos trancos e barrancos"com seu incontornável problema da escassez de recursos, precário e decadente, com pessoas sofrendo nas filas de hospitais e leitos nos corredores..... O futuro desse sistema no nosso país será de calamidade, a não ser que comecemos a reescrevê-lo a partir de já. Nesse sentido, é fundamental que enxerguemos o que não se vê, e passemos, nós usuários do SUS, a compreender o que significa saúde pública: um estado de mal-estar social.

 

 

 

    A saúde pública já está quase falida e não há político por mais que tenha boa vontade que consiga reverter isso, se seguir esse modelo.  Isso esta gerando revolta da população que precisa do serviço público de saúde. A prova esta nas eleições 2012, onde apesar do pref. Luciano Ducci ter feito uma “boa gestão” foi derrubado pela saúde pública, que ainda vai derrubar outros políticos, se eles não reverterem o quadro. E não há marketeiro que consiga reverter a degradação causada pelo descontentamento das pessoas com a saúde pública.

     A má qualidade do atendimento à saúde é pauta para muitas discussões e foi tema das inúmeras manifestações que aconteceram no Brasil nos últimos tempos, mostrando que o povo não esta mais disposto a aceitar essa situação. É inconcebível ficar de braços cruzados quando o problema ameaça a vida por meio do atendimento prestado à saúde.

 

 

Problemas da saúde pública

 

 

    O modelo atual de prestação de serviços de saúde, apesar de toda a evolução do Sistema Único de Saúde - o SUS, ainda é ineficiente e não cumpre o desiderato apontado na Constituição, de que é dever do Estado oferecer ao cidadão todos os meios para que ele goze de boa saúde.

 

    Quanto mais cresce a população, avolumam-se os problemas, devido ao crescimento da demanda.  Embora não admitam o nosso sistema de saúde convencional é muito deficiente e está caótico devido aos maus profissionais e aos gestores negligentes.  Temos um sistema de assistência e uma política de saúde inadequada à realidade social e econômica brasileira.

     É um modelo caro, oneroso, voraz e drena os recursos do país a uma velocidade espantosa, com custos exorbitantes.  Esse sistema consome, anualmente, bilhões de dólares dos nossos impostos que não tem sentido e para as amplas campanhas que procuram convencer o publico de que os impostos são bem gastos.

 

 

    A rede hospitalar foi o primeiro componente do sistema de saúde a entrar em colapso e foi rapidamente substituída por empresas que pouco se preocupam com a saúde pública.  Temos hoje complexos alopático-industriais cujas ramificações, envolvem órgãos estaduais e federais, universidades, associações e conselhos de controle profissional- todos procurando proteger seus interesses.  (as indústrias são empresas que intermediam o serviço publico e a população) Não devemos permitir que as indústrias que lucram com os cuidados da saúde, dominem o sistema de saúde.

     Sem contar os cargos comissionados que, ao que parece tem como interesse que mais exames, consultas e cirurgias forem realizados melhor, mais eles faturam.

 

O modelo de medicina também é responsável pelo caos na saúde

       É um verdadeiro caos! Temos um sistema oficial de medicina incapaz de fornecer qualquer resultado significativo em algumas doenças e totalmente incapaz de combater as doenças fatais mais importantes.

 

“A medicina moderna tomou o caminho errado”.

     Avidamente aceita pela população, a natureza da medicina moderna faz com que se aumente os gastos com saúde. A pressa com que o paciente é atendido no modelo atual de assistência médica, tornou a medicina mais técnica e menos humana. 

     A maioria dos médicos brasileiros são dependentes da "medicina diagnóstica", porque não sabem diagnosticar uma doença, precisam dos exames de laboratórios. Isso leva ao aumento da demanda por exames e aumenta os custos dos tratamentos.

 

      A sequência  num atendimento médico deveria ser cumprida com rigor, ou seja, escutar a história do paciente; montar a anamnese, realizar exame físico cuidadoso, construir as hipóteses diagnósticas e a partir de então decidir a conduta a ser adotada.

      Mas "a facilidade” dos múltiplos exames unidos à perigosa e inaceitável necessidade de se atender rápido, tem feito com que esta etapa seja substituída por exames que impõe ao paciente uma trajetória muitas vezes desnecessária e que onera o sistema com custos desnecessários.

      Além de exames muitas vezes invasivos, e com efeitos indesejáveis que podem levar o paciente à iatrogênia, o que exige que o profissional da área seja cada vez mais preparado, atualizado e atento.

 

     O médico passou a solicitar um maior número de exames pelo que parece é mais para documentar-se e assim se proteger de possíveis acusações de negligência ou omissão em caso de insucesso do que para ajudar o paciente.

     De modo geral, passaram  a se preocupar mais com imagens e a dar menor atenção às queixas do paciente e a examiná-lo mais apressadamente.

     As principais consequências são a negligência com o exame clinico, a sedução dos aparelhos e a falsa segurança, a elevação dos custos da assistência médica. O uso excessivo de exames parecem mais para a autoproteção do médico.

 

      É necessário lembrar que todo exame tem suas limitações e suas falhas ligadas à técnica, ao equipamento e ao observador (avaliador de exame). A maioria dos médicos brasileiros são dependentes da "medicina diagnóstica", porque não sabem diagnosticar uma doença, precisam dos exames de laboratórios.

      A extrema dependência de exames complementares coloca o médico numa condição confortável, mas as despesas decorrentes da utilização abusiva da tecnologia médica vem acarretando uma contínua elevação  dos custos da assistência médica, acima do poder aquisitivo da maioria das pessoas e dos recursos alocados à saúde pelo Estado. 

Todas estas práticas elevam consideravelmente os custos da assistência médica.  

 

      Por conta disso os planos de seguro-saúde particular também tendem a cobrar mensalidades elevadas ou estabelecer cláusulas de restrição ao atendimento, o que gera conflitos como estamos presenciando atualmente.

   Os hospitais públicos, por sua vez, não conseguem acompanhar a crescente demanda e a evolução dos gastos.

 

      Uma avaliação realizada pelo Colégio Americano de Cirurgiões entre 16.000 de seus membros, revelou que cerca de metade dos exames solicitados eram reconhecidamente dispensáveis, porém foram feitos como autoproteção do médico contra possíveis processos de mal pratica.

Existe, ainda, a tendência de utilizar recursos tecnológicos mais dispendiosos, em lugar dos mais simples.

 

     Em um hospital da California, nos Estados Unidos  constataram que em 6.200 análises químicas realizadas em pacientes que iam submeter-se a intervenções cirúrgicas eletivas, 60% eram desnecessárias.

     A situação é tão preocupante que a Organização Mundial de Saúde editou, em 1990, um manual intitulado: Escolha apropriada de técnicas de diagnóstico por imagem na prática médica.

     Na introdução desta publicação tem o seguinte trecho: Submeter o paciente a toda uma série de exames e esperar que pelo menos um deles permita fazer o diagnóstico é uma forma inaceitável de exercer a medicina por causa do custo e do risco de exposição a radiações que acarretam estes exames desnecessários.

 

 

     Além da má formação médica que é uma consequência imediata e tem impacto também no mal serviço publico, há limitações dos procedimentos médicos e dos remédios sintéticos por conta disso existem muitas doenças crônicas sendo tratadas inadequadamente.

    A medicina convencional, de sucesso fantástico no tratamento de infecções abrangentes, emergências cirúrgicas e médicas, não tem sido capaz de controlar a evolução ou o avanço de muitas doenças.

 

Outro fator é a medicalização que é responsável pela ocorrência de doenças

      Dados da OMS mostram também que mais de 50% dos medicamentos que circulam no mundo foram receitados, vendidos ou preparados de forma inadequada. Em grande parte esse índice se deve ao fato de prescrições médicas exageradas de medicamentos muitas vezes desnecessários. Prescrevem remédios desnecessários e fazem cirurgias dispensáveis.

De acordo com a OMS, 50% das pessoas no planeta usam fármacos de forma errada.

   No Brasil, esses erros são responsáveis por 30,7% das intoxicações e 19,7% dos óbitos, segundo o Ministério da Saúde.

 

A "medicalização" hoje mata mais que as doenças cardiovasculares e o câncer.

   Nos Estados Unidos desde 2010 é a principal causa de mortes. No Brasil não temos estatística, mas não deve ser diferente. Os fármacos - apesar de necessários em muitos casos, principalmente agudos – são extremamente caros e não curam as doenças de fato.

Os médicos doutrinados pelo cartel farmacêutico prescrevendo drogas.

   Nos Estados Unidos as mortes Iatrogênicas (decorrentes de tratamento médico) já são a principal causa de mortes por doenças; câncer e doenças vasculares ficam respectivamente em segundo e terceiro lugares. E o Brasil imita o modelo de medicina americano.

O informe do Nutrition Institute of América (organização sem fins lucrativos) relata que entre os anos de 1993 e 2003, ocorreram 7.841.360 mortes nos Estados Unidos por diagnósticos incorretos e por efeitos de iatrogênia por ano.

Iatrogênia é um estado anormal produzido no paciente pelo médico, por procedimento desnecessário ou equivocado e significa qualquer alteração patológica provocada no paciente pela má prática médica, ou reações adversas a drogas farmacológicas, por medicamento.

 

Vemos, a errônea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.

Um Sistema baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele.

 

Se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele.

 

    É preciso agir contra todas as mentiras que destroem a nossa saúde, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema.

Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde.

 

   As novas doenças Frescurite e Manhite

    Minha mãe recebeu numa unidade de saúde o diagnóstico de FRESCURA e ainda assim, a médica Frescurologista prescreveu diazepan, plasil e dipirona.  Retiramos ela e a levamos a um hospital particular, onde o médico diagnosticou Colecistite aguda (inflamação na vesícula), que foi confirmada posteriormente pelo exame. OBS:  A colecistite aguda é uma emergência médica que se não tratada pode complicar levando à morte. lembrando que o diazepan, o plasil e a dipirona receitado pela médica Frescurologista não contem inflamação  

   O meu sobrinho caiu do balanço no parquinho, foi levado a unidade de saúde recebeu como diagnóstico MANHA. Daí a médica Manhologista receitou dipirona em gota e o mandou embora para casa.

  Levamos a criança a um hospital, o médico imediatamente diagnosticou fratura o que confirmou em seguida pela radiografia. Ele deu uma bronca na mãe pela demora em buscar atendimento, mas a mãe mostrou a receita do atendimento recebido anteriormente. Indignado, o médico sugeriu que a mãe mostrasse o braço engessado do menino e mandasse a médica voltar para faculdade. 

As doenças Frescurite e Manhite é um dos diagnósticos comum nos serviço público de saúde, porque somente eles oferecem  estes especialistas, o Frescurologista e o Manhologista.

 

Novas especialidades  médicas.

Manhologista é o especialista em detectar manha

Frescurologista é o especialista em detectar frescura

 

 

   Dá a impressão de curar, mas não cura.

  Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico, mas este, cedo ou tarde, ressurge. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crônicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa.

A medicina atual está concebida para que a pessoa permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.

 

      A medicina alopática, com seus métodos e drogas "ultra modernos e testados", como acreditam os desinformados é a terceira maior causa de complicações e mortes nos Estados Unidos e muitos outros países.

 

Tratamentos médicos desnecessários são feitos nos hospitais

    Foi publicado no New York Times provas de que muitos médicos e hospitais impulsionado por lucros, estão realizando tratamentos médicos desnecessários em pacientes, incluindo procedimentos (cirurgias) cardíacos.

     O artigo, escrito por Reed Abelson e Julie Creswell, seguido de uma denúncia apresentada por uma enfermeira e uma carta de um oficial de ética da rede de hospitais HCA relativo a cirurgias cardíacas e outros procedimentos sendo realizados desnecessariamente em pacientes. HCA, o Hospital Corporation of America, é a maior rede de hospitais sem fins lucrativos nos EUA com 163 instalações hospitalares.

       A denúncia estimulou investigações confidenciais dentro HCA, que confirmou a notícia preocupante. The Times descobriu documentos que expõem uma tentativa de ocultar a prática.

 

Investigações hospitalares nos Estados Unidos mostra que até cirurgia cardíaca foram feitas em pacientes que não tinham doença cardíaca.

     Em uma das investigações HCA dos 2.400 cateterismos da artéria realizados por médicos no HCA, metade foram feitos em pessoas sem doença cardíaca. Após a investigação, os repórteres do Times descobriu que a rede de hospitais não notificou os pacientes que receberam tratamentos desnecessários, pois eles teriam que arcar com indenizações por danos.

Os repórteres do Times e seus consultores analisaram milhares de páginas de comunicações confidenciais do HCA , incluindo e-mails e memorandos. 

      Esta é apenas uma das várias investigações que encontrou nas redes de hospitais para investigar conduta e procedimentos desnecessários.  Outros estudos como relatado por Realnatural descobriram que alguns hospitais também têm vindo a realizar exames desnecessários.

 

O custo dos procedimentos desnecessários

      Procedimentos desnecessários em hospitais colocam os pacientes em perigo, levando à morte . Carolyn Dean, MD, em seu livro, Death by Medicine, documentou que em 2005, 37.136 pessoas morreram devido a procedimentos médicos desnecessários. Além disso, 106.000 pessoas morreram de reações adversas dos procedimentos realizados em hospital, 98.000 pessoas morreram de erros médicos, 115.000 morreram de escaras, 88.000 morreram de infecções hospitalares, 108.800 morreram de desnutrição hospitalar, 199.000 de reações ambulatóriais adversas e 32.000 morreram de cirurgia relacionada a doenças.

Isto elevou um total de mortes relacionadas com instituições hospitalares dos EUA para 783.936 em 2005.

      De acordo com uma pesquisa nacional conduzida por Louis Harris and Associates em 1997 e pela Fundação Nacional de Segurança do Paciente e da Associação Médica Americana, estima-se que 100 milhões de americanos têm experimentado um erro médico dos 42% dos entrevistados aleatoriamente.

     Milhares de diagnósticos e tratamentos errados foram responsáveis ​​por 40% desses erros. Os erros de medicação receitados or médicos fpram responsáveis ​​por 28% destes, e os erros de procedimento médico foi responsável por 22% das pessoas.

 

O Sistema de cabeça para baixo

   Pelo que mostra o relatório, é evidente  que lá nos Estados Únidos, o sistema de cuidados de saúde  também esta movido por $$$$$$$$$$. Porque o sistema de fins lucrativos dos hospitais e companhias de seguros criam acionistas e executivos que vêem essas instituições como lucro, em vez de instalações para cuidar de pessoas doentes.

Deveriam buscar um retorno justo,  em vez de só visar lucro.

     Empresários de hospitais e companhias de seguros são ávidos por lucros e pelo valor das ações.  Não ha nada de errado se donos dos hospitais e os acionistas obterem um retorno justo, mas o sistema está sendo alimentado por ganância. Para alguns hospitais, o que resultou na realização de procedimentos são mais do que pode ser necessário. Se a preocupação é o lucro ou evitar reivindicações de negligência, o resultado é o mesmo com procedimentos desnecessários que, às vezes, põem em risco os pacientes.

     O conglomerado de instituições com fins lucrativos, que lutam com lucros nos cuidados de saúde criaram a visão de que os pacientes são iscas. Camas vazias em hospitais deveria ser visto como uma coisa boa por aqueles que administram hospitais. Em vez disso, camas vazias são malvistos porque significam lucros reduzidos. Assim, encontramos todo o sistema de saúde voltado para o lucro.

Aqui no Brasil, o programa fantástico mostrou que procedimentos médicos Cardiológicos e ortopédicos foram realizados, apenas com a finalidade de lucro $$$$$$$$. 

REFERÊNCIAS:

Abelson R, Cadeia Creswell J. Hospital Inquérito Citado trabalho cardíaco desnecessário. New York Times. 06 de agosto de 2012.

Dean C. Morte pela medicina moderna. Belleville, ON: Matrix Verite-Media de 2005.

 

Exames médicos desnecessários  foram Identificados

       Um novo relatório patrocinado pelo American Board of Foundation Internal Medicine documentou 45 procedimentos médicos que são muitas vezes desnecessários. Isto confirma um estudo anterior que mostrou que quase um terço dos procedimentos médicos são muitas vezes desnecessários.

O relatório da campanha chamada "Escolher com Sabedoria", tem como objectivo informar pacientes e médicos o custo dos exames e tratamentos desnecessários que tem um custo estimados entre 600 e 700 bilhões de dolares por ano EUA.

    Nove grupos diferentes de médicos - que representam 375.000 médicos no total - se uniram para identificar 45 diferentes procedimentos que são desnecessários em muitos casos. Neste  grupo estão o American College of Physicians, American College of Cardiology, Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, American Academy of Family Physicians, American College of Radiology, American Gastroenterological Association, American Society of Clinical Oncology, American Society of Nephrology, eo Sociedade americana de Cardiologia Nuclear.

Entre os procedimentos que "deve ser questionado", de acordo com o relatório, são:

- Raios-X feitos para dor lombar. Muitos levam a uma cirurgia na coluna desnecessária.

- Testes de estresse cardiovascular para pessoas saudáveis.

- TC ou a RM de cabeça em casos de desmaios e outros sintomas menores.

- Tomografia computadorizada para apendicite infantil. O ultra-som é menos caro e mais preciso.

- Colonoscopias repetitivas dentro de um período de dez anos para pessoas saudáveis.

- PET, CT e scans de próstata e de mama precoce. Muitas varreduras desnecessárias levar a cirurgia, radiação e quimioterapia.

Dr. Christine Cassel, diretor executivo do projeto, disse ao Washington Post, nós não estamos dizendo que você nunca deve fazer esses exames. Estamos dizendo que estes exames são frequentemente usado em demasia. Então, se você acha que precisa dele ou o seu médico recomendar. Levante a questão. Será que eu realmente preciso disso?

O relatório também desencoraja o uso de antibióticos mesmo com prescrição para infecções para a maioria que, as vezes, não são infecções produzidas por bactérias.

A Academia Nacional de Ciências relatou em 2005 que 30% dos gastos pela indústria médica para procedimentos médicos foi um desperdício e / ou desnecessários. Muitos destes testes, por vezes questionáveis, incluindo tomografia computadorizada, tomografias e ressonância magnética, podem produzir radiação em níveis altos que podem causar outras doenças.

O novo relatório está disponível em www.choosingwisely.org

 

 

E aqui no Brasil

 

Aqui no Brasil, o programa fantástico mostrou que procedimentos médicos Cardiológicos e ortopédicos foram realizados, apenas com a finalidade de lucro $$$$$$$$.  O Fantástico revela um retrato escandaloso do que acontece dentro de alguns consultórios e hospitais do Brasil. O Fantástico investigou, durante três meses, um esquema que transforma a saúde do país em um balcão de negócios.

 

Já imaginou médicos que mandam fazer cirurgias de próteses sem necessidade.

Máfia das próteses coloca vidas em risco com cirurgias desnecessárias

Médicos chegam a faturar R$ 100 mil por mês em esquema que desvia dinheiro do SUS e encarece planos de saúde.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/01/mafia-das-proteses-coloca-vidas-em-risco-com-cirurgias-desnecessarias.html

 

 

Médicos fazem cirurgias de coração com material vencido para lucrar.

São hospitais que colocam dois, três stents num paciente sem necessidade.  Além das operações desnecessárias, médicos chegam a usar material vencido, só para ganhar comissão.

 

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/01/medicos-fazem-cirurgias-de-coracao-com-material-vencido-para-lucrar.html.

 Em Uberlândia, Minas Gerais, marcapassos eram colocados, sem necessidade, nos corações dos pacientes.

 

Para isso não tem remédio ....

A perigosa relação entre o SUS e os empresários da saúde

São várias as táticas utilizadas para boicotar o SUS e impedir o seu avanço. Inclusive agir por dentro do sistema, como agentes públicos que deveriam preservar e melhorar a saúde pública

Não bastasse o subfinanciamento, a má gestão, a burocracia e a corrupção – principais problemas que dificultam os avanços do SUS –, o Sistema Público de Saúde convive com outra ameaça constante: empresários da saúde que, por vezes até mesmo de dentro do sistema, boicotam a saúde pública e trabalham para atrapalhar o seu fortalecimento.

Isso pode ser feito de várias formas. Segundo comentam pessoas que trabalham há anos no e para o SUS, é muito comum, por exemplo, que secretários municipais de saúde, e até mesmo prefeitos, criem dificuldades para a implantação de determinados programas e políticas públicas que, de uma forma ou de outra, fortalecem o SUS e, indiretamente, “enfraquecem” a rede privada. Motivo? Comumente, eles próprios são donos de clínicas e hospitais privados, ou então estão rodeados de parentes e amigos que o são. E isso é muito mais comum do que parece.

Outro instrumento – este é clássico – utilizado pelos empresários da saúde é o financiamento das campanhas políticas. Ou seja, são donos de hospitais e clínicas jorrando dinheiro nas campanhas para, depois, inibir tudo aquilo que pode fazer o SUS “avançar” sobre o sistema privado. É uma triste realidade que aproxima o Brasil do modelo de saúde norte-americano. (E ainda há quem seja contra o financiamento exclusivamente público de campanha!)

É comum também os donos de hospitais e clínicas se aproveitarem da má gestão do sistema público, já que isso significa, por exemplo, um aparato fiscalizatório falho e ineficaz, para não dizer nulo. Nesse sentido, é recorrente a prática de receber verbas públicas para disponibilizar leitos para o SUS e, simplesmente, não disponibilizar esses leitos para a rede pública. Muitas vezes – sobretudo, mas não somente, em municípios menores –, essa prática passa completamente despercebida, e fica por isso mesmo. Não porque um fiscal ou auditor foi corrompido, mas simplesmente porque a fiscalização é absurdamente ineficaz.

Por vezes, a ganância chega a ser escancarada. Um funcionário público comentou comigo que já ouviu de um dono de clínica o seguinte: “Não me interessa se o paciente agendado comparece ou não à consulta. Isso é problema dele. Se está agendado, o SUS tem que me pagar.” Isso não acontece nem mesmo nos planos de saúde. Se o paciente não comparece, seja pelo motivo que for, a operadora do plano não paga.

Essas são algumas de várias formas de burlar o SUS ou impedir o seu avanço. Como mencionei, muitas vezes os empresários da saúde agem por dentro do sistema, travestidos de agentes públicos e de defensores da saúde do povo. Assim, trabalham para emperrar o sistema e favorecer aqueles que – comumente eles próprios – ganham dinheiro no riquíssimo mercado da saúde. Isso tudo – ressalto – sem entrar no tema da corrupção.

Embora o cenário ideal é que 90% ou mais do sistema de saúde seja público, tal como em boa parte dos países desenvolvidos, isso está ainda há muitas décadas de fazer parte da realidade brasileira. Hoje, dada a burocracia estatal, que impede que unidades de saúde operem com a eficiência que se faz necessária, querer impedir o Estado de ter parceiros privados é absolutamente utópico. Há, sim, possibilidade de entes não estatais contribuírem para o SUS, oferecendo serviços com uma eficiência que o Estado sozinho não consegue garantir. Inclusive, já existem algumas experiências exitosas.

Independentemente disso, o problema é quando a tal da “ética do mercado” prevalece sobre o interesse público. Seja por dentro do Estado ou por meio das relações com entes privados. Seja por meio da corrupção escancarada ou pela simples “não-ação”. De todo modo, o SUS precisa resistir a todos esses obstáculos, e os seus verdadeiros defensores devem persistir nesta caminhada rumo àquilo que a nossa Constituição nos obriga: acesso universal e igualitário a serviços de saúde de qualidade.

Edição 1916 de 25 a 31 de março de 2012
Rafael Jardim

http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contradicao/a-perigosa-relacao-entre-o-sus-e-os-empresarios-da-saude

 

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